Na Paraíba, uma guerra peculiar inspirada no conflito entre os EUA e os fundamentalistas islâmicos da Al Qaeda é travada diariamente dentro e fora das cadeias. As organizações criminosas que se autointitulam “Estados Unidos” e “Okaida” – forma abrasileirada de dizer Al Qaeda – disputam o comando do narcotráfico no Estado e tensionam o sistema penitenciário. Os dois grupos surgiram nas prisões paraibanas e vivem em confronto. Por isso, quando a série de rebeliões e massacres em prisões do Amazonas, Roraima e na vizinha Rio Grande do Norte foram deflagradas, a Paraíba entrou em estado de alerta. “É um barril de pólvora. É preciso monitorar 24 horas e manejar o banho de sol. Se encontrarem, com certeza tem briga”, afirma o tenente-coronel Carlos Eduardo Santos. Santos é policial militar, ex-diretor de presídio e ex-integrante do serviço de intelig...