Pular para o conteúdo principal

Ato público exige o fim da violência contra as mulheres em cidade da Paraíba

Passeata na cidade de Queimadas

Vestidos com roupas pretas em sinal de luto, um grupo de moradores saiu às ruas para pedir o fim da violência contra as mulheres na cidade de Queimadas, no Agreste do estado a 133 km de João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (18). Nos últimas dias, vários atentados contra o sexo feminino foram registrados na localidade.

O ato público intitulado #SomosTodasMulheresdeQueimadas percorreu as principais ruas da cidade. Os participantes levaram cartazes pedindo o fim da violência e a punição para os culpados. Também participaram da manifestação os principais sindicatos da cidade. Um dos casos de mais emblemáticos da Paraíba ficou conhecido como 'Estupro Coletivo de Queimadas'. 

Para Terezinha Dantas, secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semudes), é necessário intensificar a publicidade dos canais de denúncia e do trabalho da rede de proteção às vítimas de violência, sobretudo contar com o apoio da comunidade em geral para que faça chegar até os órgãos públicos, os casos que necessitem de intervenção.

“Muitas vezes as próprias vítimas temem denunciar ou procurar ajuda, mas se alguém da família, ou os próprios vizinhos, denunciarem anonimamente poderemos inclusive intervir no sentido de não acontecer tragédias, como a de Sandra Serafim, na qual não podemos intervir a tempo, pelo fato do caso não ter chegado até a nós”, destacou Dantas.

A secretaria pontuou que “diante de casos de violação de direitos contra a mulher, que têm tomado uma repercussão estadual, principalmente perante outros que fizeram o município de Queimadas conhecido nacionalmente por casos de brutalidade neste sentido, nós achamos pertinente este ato público para chamar atenção da sociedade que a violência contra a mulher é um problema de todos nós”, pontuou Terezinha Dantas.

Da Redação
Via: Portal Correio

As Mais Visitadas

Vergonha do que fizeram com Fábio Assunção

(Ou, sobre empatia, compaixão, solidariedade). (Fabrício Carpinejar)Fiquei chocado com os vídeos do ator Fábio Assunção estirado no chão e preso em viatura em Arcoverde (PE). Pasmo não por aquilo que ele fez, fora de si, mas pelo deboche de todos à volta, sóbrio e serenos, com consciência para ajudar e que não demonstraram nenhum interesse para socorrer e amparar alguém claramente necessitado e com dificuldades de se manter em pé e articular um raciocínio lógico. Em vez de ajudar, ridicularizavam o profissional em uma fase difícil da vida e apenas aumentavam a sua agressividade. Quem aqui já não bebeu além da conta e falou bobagem? Atiçar um bêbado é armar um circo de horrores, é se divertir com o sofrimento alheio, é renunciar à educação pelo bullying anônimo e selvagem de massa. Onde está a compaixão do país? O que identifico é que torcemos pela queda de nossos heróis, pelo fim de exemplos. Odiamos silenciosamente aquele que alcança o sucesso. E permanecemos à espreita, como urubus …

Mari e Sapé na PB; universitários revelam situação do transporte municipal para as faculdades

Revista Páginas - Universitários da cidade de Mari e Sapé, ambos localizados na zona da mata da Paraíba, que necessitam utilizar os ônibus que as prefeituras dos municípios citados acima disponibilizam não estão nada satisfeitos. Por meio das redes sociais os estudantes denunciam a situação precária do serviço oferecido.Foto 1: Alunos da cidade de Mari.Segundo relatou a universitária Marcela Monteiro em seu perfil no Facebook, ela foi "obrigada" a fazer o trajeto de ida e volta para João Pessoa, dividindo a poltrona com outros dois colegas. Não há acentos disponível para a demanda. A universitária revelou que a secretária de educação foi procurada e não conseguiu uma solução para o problema. Foto 2: Alunos da cidade de Sapé.Na cidade de Sapé, cerca de 20 alunos são transportados em pé todas as noites, no ônibus que os levam para a IESP Faculdade. Conforme escreveu nas redes sociais Quelfn Antônio ao esplanar o problema. "Risco de quedas e de se machucarem, sem contar co…

De volta ao Brasil colonial (4)

(Fragmento do artigo de João Sicsú   disponível no site da CartaCapital)"Mais que o governo, o Estado se torna autoritário e violento. Todas as instituições que outrora deveriam constituir uma república democrática se voltam contra os trabalhadores. A Justiça, o governo, o Congresso, as polícias e os grandes meios de comunicação estarão todos a serviço da nova Coroa e contra os trabalhadores. Os cargos de comando nessas instituições são ocupados majoritariamente por integrantes de famílias tradicionais e conservadoras da elite local. E essa elite se desdobra para favorecer a nova Coroa e seus próprios interesses (de poder e patrimoniais).A elite colonizada se revela sem qualquer discrição: rouba, forma quadrilhas, paga e recebe propina, não atende necessidades básicas da população, saqueia o orçamento público e elimina direitos sociais. O Estado democrático, prestador de serviços e garantidor do bem-estar social desaparece. O Estado volta a ser autoritário, violento e perde a fu…