Pular para o conteúdo principal

Deputado rebate crítica do governador e insinua sua associação com morte de Bruno Ernesto no Caso Jampa Digital


É da pesada troca de farpas entre o deputado Tovar Correia Lima e o governador Ricardo Coutinho. Após o governador rebater críticas de Tovar contra o empréstimo autorizado pela Assembleia, afirmando que ele não mereceria credibilidade, por ter sido preso na última campanha, Tovar foi na jugular: “Não fui eu o acusado por insinuações advindas da sua própria casa e feitas por sua ex-mulher de estar envolvido no assassinato do servidor Bruno Ernesto no caso do Jampa Digital.”

Toda encrenca começou quando Tovar afirmou que a intenção do governador em criar o TCM seria, primeiro para tirar a vice-governador Lígia Feliciano e ficar livre para eleger, via Assembleia, a deputada Estela Bezerra no seu lugar, para assumir o Governo em 2018, quando RC deve se desincompatibilizar para disputar as eleições. Depois, para criar um cabide de empregos para “apaniguados”.

Na sequência, após a aprovação pela Assembleia de autorização para o Governo contrair um novo empréstimo no valor de R$ 700 milhões, Tovar afirmou que os recursos seriam para cobrir um rombo de R$ 500 milhões nas contas do Estado: “O governador quebrou o Estado literalmente e eu não sou responsável para pagar essa conta.”

O governador, então, revidou afirmando que nem iria comentar, porque precisamente o deputado Tocar não mereceria qualquer credibilidade, uma vez que, segundo ele, o tucano foi preso na última campanha distribuindo santinhos e cestas básicas em troca de votos: “Não vou dar resposta a quem não merece a menor credibilidade.”

Então, a tréplica veio no atacado. Além de associar o governador ao Caso Bruno Ernesto, Tovar emendou: “Ele age com o mais puro cinismo que lhe é peculiar, a sua história política, a sua história pública mostram isso. O povo da Paraíba não pode esquecer e nem pode deixar de saber que o nome do governador Ricardo Coutinho consta nas anotações de Ricardo Pessoa, presidente da empreiteira UTC, que se encontra atualmente preso por envolvimento no esquema da Lava Jato.”

Da Redação
Via: Hélder Moura / Simone Duarte.com

Comentários

As Mais Visitadas

Na Festa do Peão, Bolsonaro critica Bolsa Família e legislação ambiental

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) defendeu neste sábado os rodeios como manifestação cultural, criticou a legislação ambiental do país e o total de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família. (…) Na chácara, no final da tarde deste sábado, afirmou que o programa Bolsa Família só é necessário para uma minoria e que “não vai ser com caridade que o Brasil vai sair dessa situação crítica”. “Para ser candidato a presidente tem de falar que vai ampliar o Bolsa Família, então vote em outro candidato. Não vou partir para demagogia e agradar quem quer que seja para buscar voto.” Afirmou ainda que não visitava a cidade como candidato, “talvez como pré-candidato”. Leia também: Em entrevista deputado Jair Bolsonaro defende o fim do Bolsa Família Sobre os rodeios –a cidade tem o mais tradicional evento do g...

O padre brasileiro que inventou o rádio

Imagens & Histórias Roberto Landell de Moura (1861 – 1928) foi um padre católico, cientista e inventor brasileiro. Teve sólida formação cultural e científica, e formou-se sacerdote em Roma. Voltando ao Brasil, passou a desenvolver sua carreira eclesiástica, sendo indicado para diversas paróquias nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo. Sabe-se que sua devoção à ciência e suas ideias avançadas para seu tempo causaram algumas vezes o espanto e a revolta dos católicos, e isso pode ter sido um fator importante na sua incapacidade de desenvolver um trabalho pastoral estável, e ao mesmo tempo seus experimentos ocupavam muito de sua energia e atenção. Landell de Moura, no entanto, é mais conhecido pelo seu pioneirismo na ciência da telecomunicação, tendo desenvolvido uma série de pesquisas e experimentos que o colocam como um dos primeiros a conseguir a transmis...

A última esperança de Dilma: Cinco perguntas sobre a batalha do impeachment no Senado

Depois da derrota na longa e tumultuada votação na Câmara, onde o impeachment foi aprovado neste domingo, a presidente Dilma Rousseff tem no Senado - tradicionalmente mais favorável ao governo - a última esperança de manter seu mandato. Algo que, porém, já não parece tão simples: antes vista como "dilmista", a Casa teve o perfil severamente alterado com o avanço da crise e a saída do PMDB da base aliada – partido que seria o maior beneficiado do afastamento da petista, já que Michel Temer, um de seus principais quadros, assumiria o controle do país. Entenda, a seguir, como fica o processo daqui para a frente: Senado se transformou na última esperança de Dilma 1. Qual é o papel da Câmara a partir de agora? Na prática, quase nenhum. Constitucionalmente, a função da Casa é autorizar o início do processo de impeachment. Ao definir o rito da tramitação, em ...