Pular para o conteúdo principal

Leia: Até Alckmin recua, porque Marcos não? Por Marcos Sales

Até Alckmin recua, porque Marcos não?

A tentativa de implementação de um plano de reorganização das escolas colocou o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin em rota de colisão com alunos, professores, sindicalistas e a opinião pública paulistana.

Há cerca de um mês alunos e pais ocuparam as escolas e invadiram as ruas da capital para protestarem contra o plano que o governo pretende ‘impor’ a educação do maior estado do país.

Na última quinta-feira – 03 de dezembro – o governador convocou a imprensa para anunciar sua desistência – pelo menos momentânea – em implantar seu “plano educacional” e de quebra horas depois o seu Secretário de Educação se demitiu.

Nada foi por acaso. Um dia antes de anunciar sua decisão de parar o plano, um instituto de pesquisa publicou a avaliação do seu governo em queda e sua popularidade seguindo o mesmo caminho, tudo depois dos protestos das ruas.

Alckmin que sonha em disputar a Presidência da República não contou história, deu um passo atrás pensando em muitos que deverá dar à frente para conseguir seu intento.

Diferente de Alckmin, o Prefeito de Mari – Marcos Martins – não recua de suas medidas impopulares, tão pouco afasta de si os auxiliares que a cada minuto lhe jogam para o abismo político eleitoral.

Ao contrário do que fez o governador de São Paulo, guardadas as devidas proporções, o prefeito de Mari quanto mais enfrenta protestos e insatisfações, mas ele segue ‘seus planos’ adiante.

A briga interminável de Martins com a direção da Rádio Araçá FM é uma prova de que o prefeito não recua nem mesmo sabendo que a opinião pública é contra a sua tentativa de fechar a emissora.

Marcos sabe que a grande maioria da população de Mari apoia a emissora, se sente parte da rádio, mesmo assim continua obcecado em fechá-la, nem que para isso lhe custe toda a popularidade e até mesmo a boa imagem que conseguiu construir ao longo dos anos.

Mas porque Marcos Martins não se incomoda mais com a opinião pública? ele sabe que está em fim de carreira e que ao deixar a prefeitura dificilmente voltará ao comando do município a curto e médio prazo e isso lhe faz um gestor insensato ao ponto de acreditar que com o tempo o povo esquece seus “vacilos”.

A preço de hoje, a popularidade do prefeito é uma das piores desde 2000 quando ele ganhou a prefeitura pela primeira vez e Marcos sabe perfeitamente, pois segundo fontes, a última pesquisa realizada em Mari – dizem que a mando dele – batem perfeitamente com a pesquisa divulgada pela Revista Expresso em maio desse ano que apontou a sua rejeição em 32,6%.

O prefeito acredita que pior do que está não fica e responsabiliza a rádio por esse desgaste daí a tentativa obsessiva de fechá-la sem dó nem piedade.

Ao analisar pelo que já foi argumentado e observando pelo que se desenha, Marcos não recuará de sua “missão” – talvez a última – mais difícil desse período em que diz mandar em Mari e para contê-lo só mesmo uma forte reação popular, sem esquecer do jurídico, pode impedi-lo de tal atrocidade contra a liberdade de expressão e a democracia.

Em tempo: o ego de Marcos é muito maior do que o de Alckimin, imagina se o primeiro esteve no lugar do segundo?

Marcos Sales Contato com a coluna: @Salles_Marcos Email: marcosexpresso@live.com

Da Redação
Via: ExpressoPB


Comentários

As Mais Visitadas

Laudo médico atesta que Hitler não tinha um dos testículos

Documento revela que líder nazista não desenvolveu o órgão genital completamente Adolf Hitler em uma foto oficial de 1937  - Agência O Globo BERLIM — Uma das lendas em torno do líder alemão nazista Adolf Hitler reza que ele não teria um dos testículos. Nunca se soube ao certo por que — as especulações davam conta de que ele havia sido atingido por estilhaços de granada durante a Batalha do Somme, na Primeira Guerra Mundial. Mas, ontem, um documento médico revelou que Hitler na verdade sofreu de criptorquidia, uma das anomalias congênitas mais comuns no órgão genital masculino, quando um testículo não migra normalmente do interior do abdômen para o saco escrotal, durante os últimos meses de gestação. O documento é resultado de um exame médico realizado em Hitler quando ele estava preso, após a fracassada tentativa do Golpe de Munique, em 1923, q...

Após trair Dilma no impeachment, deputado paraibano faz lista de “infiéis” de Temer, que perderão cargos no Governo

Aguinaldo Ribeiro foi ministro das Cidades no primeiro mandado da presidenta Dilma Rousseff por indicação do PP e agora é líder do governo Temer na Câmara dos Deputados Revista Páginas - O presidente Michel Temer listou cerca de 25 parlamentares que terão seus aliados demitidos de cargos públicos por terem votado contra o governo na proposta de mudança da legislação trabalhista e também por não apoiarem a reforma da Previdência, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. A lista foi fechada em reunião na noite da última quinta-feira (27), no gabinete presidencial, com as participações de Temer, dos ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Dyogo Oliveira (Planejamento), do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) , também noticiado pela Folha. Da ...

Vergonha do que fizeram com Fábio Assunção

(Ou, sobre empatia, compaixão, solidariedade). ( Fabrício Carpinejar ) Fiquei chocado com os vídeos do ator Fábio Assunção estirado no chão e preso em viatura em Arcoverde (PE). Pasmo não por aquilo que ele fez, fora de si, mas pelo deboche de todos à volta, sóbrio e serenos, com consciência para ajudar e que não demonstraram nenhum interesse para socorrer e amparar alguém claramente necessitado e com dificuldades de se manter em pé e articular um raciocínio lógico. Em vez de ajudar, ridicularizavam o profissional em uma fase difícil da vida e apenas aumentavam a sua agressividade. Quem aqui já não bebeu além da conta e falou bobagem? Atiçar um bêbado é armar um circo de horrores, é se divertir com o sofrimento alheio, é renunciar à educação pelo bullying anônimo e selvagem de massa. Onde está a compaixão do país? O que ident...