Pular para o conteúdo principal

Brasil tem 21 das 50 cidades mais violentas do mundo.

Estudo revela que as cidades brasileiras correspondem a quase a metade das relacionadas no ranking mundial


Um estudo anual realizado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal relaciona 21 cidades brasileiras entre as 50 mais violentas em todo o mundo em 2015.
Foto: Edison Temoteo / Futura Press
No primeiro lugar do ranking, que analisa cidades com mais de 300 mil habitantes e foi divulgado nesta semana, está a capital venezuelana Caracas, com índice de 119,87 homicídios dolosos por cada 100 mil pessoas.
San Pedro Sula, em Honduras, que ocupava o primeiro lugar por quatro anos seguidos, conseguiu reduzir o número de homicídios e passou para o segundo lugar, com índice de 111,03. San Salvador, capital de El Salvador, ficou em terceiro (108,54), seguido de Acapulco, no México (104,73).
Além das 21 cidades brasileiras relacionadas no ranking, estão oito venezuelanas, cinco mexicanas, quatro sul-africanas, quatro americanas, três colombianas e duas hondurenhas. El Salvador, Guatemala e Jamaica aparecem com uma cidade cada.
Em comparação ao ranking do ano anterior, oito cidades deixaram de figurar entre as mais violentas, entre elas Belo Horizonte, a colombiana Medelín e a mexicana Juárez. O México, que chegou a ter 12 cidades relacionadas no estudo de 2011, aparece na relação de 2015 com cinco.
Entre as cidades que entraram na listagem do ano passado estão as brasileiras Campos dos Goytacazes, Feira de Santana e Vitória da Conquista, além da sul-africana Johanesburgo e outras quatro venezuelanas. A América Latina domina o ranking, com 41 cidades.
Entre as brasileiras, a primeira no ranking é Fortaleza, em 12º lugar, seguida de Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.
Em seguida, aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).
Somadas todas as 50 cidades, a média dos índices de assassinatos dolosos por cada 100 mil habitantes é de 53,08 (41.338 homicídios dolosos entre 77.878.896 habitantes). Apenas as primeiras 20 cidades relacionadas superam essa média.
Apesar de o Brasil superar a Venezuela em quantidade de cidades no ranking, o nível de violência no país vizinho é maior. O índice de homicídios no Brasil é de 46,31 por cada 100 mil habitantes, enquanto nas cidades venezuelanas é de 74,65.
Foto: Nivaldo Lima / Futura Press
Abaixo, a relação completa das cidades mais violentas em todo o mundo em 2015. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.
1° - Caracas (Venezuela) – 119,87 homicídios/100 mil habitantes
2° - San Pedro Sula (Honduras) – 111,03
3° - San Salvador (El Salvador) – 108,54
4° - Acapulco (México) – 104,73
5° - Maturín (Venezuela) – 86,45
6° - Distrito Central (Honduras) – 73,51
7° - Valencia (Venezuela) – 72,31
8° - Palmira (Colômbia) – 70,88
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) – 65,53
10° - Cali (Colômbia) – 64,27
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) – 62,33
12° - Fortaleza (Brasil) – 60,77
13° - Natal (Brasil) – 60,66
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) – 60,63
15° - St. Louis (Estados Unidos) – 59,23
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) – 58,40
17° - Culiacán (México) – 56,09
18° - Maceió (Brasil) – 55,63
19° - Baltimore (Estados Unidos) – 54,98
20° - Barquisimeto (Venezuela) – 54,96
21° - São Luís (Brasil) – 53,05
22° - Cuiabá (Brasil) – 48,52
23° - Manaus (Brasil) – 47,87
24° - Cumaná (Venezuela) – 47,77
25° - Guatemala (Guatemala) – 47,17
26° - Belém (Brasil) – 45,83
27° - Feira de Santana (Brasil) – 45,50
28° - Detroit (Estados Unidos) – 43,89
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 43,38
30° - Teresina (Brasil) – 42,64
31° - Vitória (Brasil) – 41,99
32° - Nova Orleans (Estados Unidos) – 41,44
33° - Kingston (Jamaica) – 41,14
34° - Gran Barcelona (Venezuela) – 40,08
35° - Tijuana (México) – 39,09
36° - Vitória da Conquista (Brasil) – 38,46
37° - Recife (Brasil) – 38,12
38° - Aracaju (Brasil) – 37,70
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) – 36,16
40° - Campina Grande (Brasil) – 36,04
41° - Durban (África do Sul) – 35,93
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 35,85
43° - Porto Alegre (Brasil) – 34,73
44° - Curitiba (Brasil) – 34,71
45° - Pereira (Colômbia) – 32,58
46° - Victoria (México) – 30,50
47° - Johanesburgo (África do Sul) – 30,31
48° - Macapá (Brasil) – 30,25
49° - Maracaibo (Venezuela) – 28,85
50° - Obregón (México) – 28,29

Via Terra

As Mais Visitadas

Vergonha do que fizeram com Fábio Assunção

(Ou, sobre empatia, compaixão, solidariedade). (Fabrício Carpinejar)Fiquei chocado com os vídeos do ator Fábio Assunção estirado no chão e preso em viatura em Arcoverde (PE). Pasmo não por aquilo que ele fez, fora de si, mas pelo deboche de todos à volta, sóbrio e serenos, com consciência para ajudar e que não demonstraram nenhum interesse para socorrer e amparar alguém claramente necessitado e com dificuldades de se manter em pé e articular um raciocínio lógico. Em vez de ajudar, ridicularizavam o profissional em uma fase difícil da vida e apenas aumentavam a sua agressividade. Quem aqui já não bebeu além da conta e falou bobagem? Atiçar um bêbado é armar um circo de horrores, é se divertir com o sofrimento alheio, é renunciar à educação pelo bullying anônimo e selvagem de massa. Onde está a compaixão do país? O que identifico é que torcemos pela queda de nossos heróis, pelo fim de exemplos. Odiamos silenciosamente aquele que alcança o sucesso. E permanecemos à espreita, como urubus …

Mari e Sapé na PB; universitários revelam situação do transporte municipal para as faculdades

Revista Páginas - Universitários da cidade de Mari e Sapé, ambos localizados na zona da mata da Paraíba, que necessitam utilizar os ônibus que as prefeituras dos municípios citados acima disponibilizam não estão nada satisfeitos. Por meio das redes sociais os estudantes denunciam a situação precária do serviço oferecido.Foto 1: Alunos da cidade de Mari.Segundo relatou a universitária Marcela Monteiro em seu perfil no Facebook, ela foi "obrigada" a fazer o trajeto de ida e volta para João Pessoa, dividindo a poltrona com outros dois colegas. Não há acentos disponível para a demanda. A universitária revelou que a secretária de educação foi procurada e não conseguiu uma solução para o problema. Foto 2: Alunos da cidade de Sapé.Na cidade de Sapé, cerca de 20 alunos são transportados em pé todas as noites, no ônibus que os levam para a IESP Faculdade. Conforme escreveu nas redes sociais Quelfn Antônio ao esplanar o problema. "Risco de quedas e de se machucarem, sem contar co…

De volta ao Brasil colonial (4)

(Fragmento do artigo de João Sicsú   disponível no site da CartaCapital)"Mais que o governo, o Estado se torna autoritário e violento. Todas as instituições que outrora deveriam constituir uma república democrática se voltam contra os trabalhadores. A Justiça, o governo, o Congresso, as polícias e os grandes meios de comunicação estarão todos a serviço da nova Coroa e contra os trabalhadores. Os cargos de comando nessas instituições são ocupados majoritariamente por integrantes de famílias tradicionais e conservadoras da elite local. E essa elite se desdobra para favorecer a nova Coroa e seus próprios interesses (de poder e patrimoniais).A elite colonizada se revela sem qualquer discrição: rouba, forma quadrilhas, paga e recebe propina, não atende necessidades básicas da população, saqueia o orçamento público e elimina direitos sociais. O Estado democrático, prestador de serviços e garantidor do bem-estar social desaparece. O Estado volta a ser autoritário, violento e perde a fu…