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Maranhão diz que tomou decisão para ‘salvar a democracia’


BRASÍLIA — Em um breve pronunciamento, o presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), disse nesta segunda-feira que decidiu anular parte do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff para "corrigir vícios" que, no futuro, poderão ser "insanáveis".

— A nossa decisão foi com base na Constituição, nos regimentos para que possamos corrigir em tempo vícios que certamente poderão ser insanáveis no futuro - disse.

Cercado por deputados governistas, Maranhão afirmou também que sabe que o momento é delicado, mas que tomou a decisão pois ele tem o dever de "salvar a democracia".

— Tenho consciência do quanto esse momento é delicado. É um momento que temos o dever de salvarmos a democracia pelo debate. Não estamos nem estaremos brincando de fazer democracia.

Em cerca de três minutos, o presidente interino da Câmara disse que o país "tem salvação" e que seu pronunciamento será um divisor de águas para a democracia. Maranhão foi aplaudido pelos governistas que o cercavam, entre eles a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

— O nosso país tem salvação. O rigor das leis é que dá ao cidadão as suas garantias individuais. (...) Esse pronunciamento certamente dará a cada um de nós o divisor de águas da nossa democracia — afirmou o parlamentar, retirando-se do local sem falar com a imprensa.

Pouco antes do comunicado de Maranhão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que vai manter o cronograma do rito do impeachment. A decisao foi tomada após Calheiros se reunir com líderes partidários na residência oficial do Senado.

No início da noite desta segunda, DEM e PSD entrarm com representação contra Waldir Maranhão no Conselho de Ética da Câmara. Os partidos acusam o presidente em exercício de abuso de poder.

Da Redação
Via: O Globo

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