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Aeroporto de João Pessoa tem prejuízo de R$ 20,8 milhões em 2016, diz Infraero

O Aeroporto Internacional Castro Pinto, localizado na Grande João Pessoa, registrou um prejuízo de R$ 20,8 milhões em 2016, conforme dados divulgados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O prejuízo registrado no ano passado foi superior ao de 2015, quando o principal aeroporto da Paraíba fechou as contas no vermelho, com um prejuízo de R$ 15,9 milhões.

Ainda de acordo com a Infraero, o prejuízo no aeroporto da Região Metropolitana de João Pessoa em 2016 foi registrado antes dos investimentos feitos pela empresa nos aeroportos públicos brasileiros. O prejuízo nas contas do Castro Pinto reforça a intenção do Infraero de conceder para a iniciativa privada pelo menos as operações de transporte de cargas.

Para o portal G1, a assessoria da Infraero informou que "a concessão do terminal de logística de cargas do Aeroporto de João Pessoa está sendo analisada" e que não "há previsão para o edital ser publicado" para as empresas interessadas em assumir a gestão do Terminal de Logística de Carga (Teca).

No início do mês, a Infraero participou da Intermodal South America 2017 e apresentou projetos de concessão de 11 aeroportos, incluindo o aeroporto Castro Pinto, para representantes da iniciativa privada. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, Francisco de Assis Benevides Gadelha, conhecido como Buega Gadelha, a concessão pode ajudar na desoneração das importações na Paraíba.

"Eu acho que o Estado não deve estar cuidando de coisas miúdas. Estado tem que se preocurar com educação, saúde, segurança. Eu acredito que, caso seja concretizada a concessão, a tendência é que as importações, e também as exportações, sejam facilitadas na Paraíba. Estamos vendo nos exemplos dos aeroportos que foram privatizados que o serviços melhorou", explicou Gadelha.

Em 2016, o Teca de João Pessoa importou cerca de 32,6 toneladas e não registrou exportações. Ainda de acordo com a Infraero, a intenção da empresa é abrir a concessão apenas do terminal de cargas, deixando a administração aeroportuária, responsável pela cobrança das taxas de embarque e desembarque, por exemplo, sob a gestão pública.

G1

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