Pular para o conteúdo principal

Rejeição a Lula cai 14 pontos e é menor que a de tucanos

Lula da Silva tem o maior eleitorado cativo entre possíveis candidatos a presidente. Segundo pesquisa inédita do Ibope, publicada com exclusividade pelo Estadão, 19% votariam "com certeza" nele e em mais ninguém - além de outros 11% que dizem que votariam com certeza não só nele, mas em outros também. Para se comparar, o segundo maior eleitorado exclusivo é o do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa: 4%, um quarto do de Lula.

Considerando-se os que votariam com certeza e quem poderia votar em cada nome testado pelo Ibope, Lula chega a 47%; Marina Silva (Rede) tem 33%; Jose Serra (PSDB), 25%; Joaquim Barbosa, 24%; Geraldo Alckmin e Aécio Neves, 22% cada; Ciro Gomes (PDT), 18%; Jair Bolsonaro (PSC), 17%; e João Doria (PSDB), 16%. Mas Doria, Bolsonaro e Joaquim são desconhecidos para 40% ou mais do eleitorado e, por isso, sofrem menos com a rejeição.

Quanto pior é a avaliação do governo Temer, maior fica o capital político acumulado por Lula. Todo tropeço presidencial - das gafes em discursos sobre mulheres até o jeito de apresentar a reforma da Previdência - acaba virando ponto para o petista. O desemprego em massa, é claro, também ajuda.

Aos eleitores pobres, do Nordeste e de outras partes do interior do Brasil, pouco importa que a crise econômica tenha começado com Dilma Rousseff. Quando se lembram da última vez em que seu bolso não esteve vazio, que tinham emprego e podiam comprar de tudo à prestação, eles se lembram do governo Lula. O bolso tem memória comparativa - e votar é comparar, sempre.

"Lula é investigado por corrupção". Ele e, desde a semana passada, uma centena de políticos de quase todos os partidos, como mostram as delações da Odebrecht. "Com ele a corrupção foi maior". Pode ser, mas, para o eleitor do Brasil profundo, se todos roubam, ao menos sob Lula sobrava algo para ele. Isso explica o fato de o petista estar com rejeição menor que os três ex-candidatos a presidente do PSDB, Serra, Alckmin e Aécio.

A Lava Jato acabou por nivelar o campo da corrupção. Se todos são moralmente iguais, o custo-benefício favorece Lula. O raciocínio cínico de parte do eleitorado que se notabilizou com Adhemar de Barros e ganhou força com Paulo Maluf está agora sendo ressuscitado para Lula. E se aparecer um adversário novo? Alguém não nivelado pela Lava Jato? Será o antípoda do petista. Por ora, os candidatos ao papel são Bolsonaro e Doria.

A menor intersecção do potencial de voto em Lula é com ambos: 13% e 10%, respectivamente. Quase ninguém que votaria no petista votaria neles também. É porque são menos conhecidos, mas isso é uma vantagem: dos que não votariam de jeito nenhum em Lula, 37% não conhecem Bolsonaro e 41% não conhecem Doria o suficiente para opinar sobre eles. Significa que ambos podem somar até 20 pontos a seus potenciais de voto cativando quem rejeita Lula. Seria o suficiente para levar um deles ao segundo turno. Conteúdo Estadão

Comentários

As Mais Visitadas

Transposição: Cássio se irrita, ataca Dilma e chama manifestantes de “inocentes úteis”

O vice-presidente do Senado Federal, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), acabou se irritando durante a solenidade de inauguração do Eixo Leste da obra da transposição do rio São Francisco, realizada na tarde desta sexta-feira (10), na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano. Leia também: Manifestantes “recepcionam” Temer em inauguração e presidente ironiza que “agora vão poder matar a sede” Escolhido para falar em nome do Senado, Cássio fez questão de demonstrar sua chateação com um protesto organizado por jovens de várias cidades paraibana, e chegou a chamar os manifestantes de “inocentes úteis”. “Os mesmos que não conseguem compreender a importância deste momento… os mesmos que, talvez cumprindo o papel de inocentes úteis, porque talvez sejam inocentes úteis, se colocam contra a obra, se colocam contra a conquista do povo do Nordeste”, d...

Chuva causa alagamento em diversos pontos de Guarabira

A chuva forte que atingiu Guarabira, na tarde desta quinta-feira (14), causou alagamentos e transtornos em diversos pontos da cidade. Os transtornos estão associados ao grande volume de chuvas em pouco tempo e ao não término do projeto de drenagem que, contou com o investimento de 5 milhões 887 mil e 746,75 reais, iniciado em 16 de setembro de 2014. No Centro, alguns motoristas se arriscaram passando em meio a chuva forte.  Vários pontos de alagamento foram registrados por moradores da cidade. Nossa equipe entrou em contato com o secretário do Meio Ambiente, Alcides Camilo, para obter informações com referência as providências que serão tomadas para a solução do problema, mas, sem êxito.   Da Redação Via: Portal Independente

Super Sam: a crítica social em Chapolin Colorado, em 1973

Além de satirizar os heróis norte-americanos, Chapolin trazia uma grande crítica social da América Latina. Afinal, ele era um herói “sem dinheiro, sem recursos, sem inventos sensacionais, fraco e tonto”, nas palavras do seu próprio criador. Mas por outro lado, mesmo sendo um grande covarde, o Chapolin também é valente por ser capaz de superar seu medo para ajudar a quem precisa. No seriado, a hegemonia dos países industrializados no mundo subdesenvolvido é simbolizada por meio de Super Sam, interpretado por Ramón Valdéz. O personagem é o paradigma do poderio norte-americano: uniforme semelhante ao do Superman, com direito ao famoso símbolo no peito do traje azul, e cartola com as cores da bandeira estadunidense. Como nunca fora chamado para ajudar alguém, suas aparições na série eram fruto da intromissão nas ações do Chapolin. Enquanto o heró...