Pular para o conteúdo principal

'Ele nunca quis ficar rico', diz ex-chefe de gabinete sobre Lula

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, ouviu, na manhã desta terça-feira (13), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro Filho e o ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho.

Ambos foram ouvidos como testemunhas de defesa em uma ação penal que tem o ex-presidente como réu. Durante o depoimento, por videoconferência com Brasília, Carvalho disse que Lula "nunca quis ficar rico".

"O presidente Lula tem muitos defeitos, como qualquer ser humano. Agora, tem uma coisa: ele nunca quis ficar rico. Isso eu posso ter certeza. Posso afirmar porque acompanhei o dia a dia daqueles oito anos que estive ali", afirmou.

Gilberto Carvalho também declarou que nunca presenciou, nem teve conhecimento, de Lula tratar sobre recursos destinados para si. "As empresas traziam assuntos de relevância para si e para o país", afirmou o ex-chefe de gabinete.

Ele ainda garantiu não saber sobre alguma pessoa ter sido credenciada por Lula para tratar de valores e recursos.

José Múcio Monteiro Filho

Múcio já foi ouvido antes e, segundo Moro, o depoimento desta terça-feira considera o que foi dito anteriormente pelo ministro. A oitiva foi rápida, durou pouco mais de seis minutos e também foi feita por videoconferência com Brasília.

Múcio foi questionado pelos advogados sobre o período em que foi líder do governo de Lula, ao longo de 2007.

"Juntar a base, motivar a base para que votasse os temas de interesse do governo", explicou Múcio sobre a função. Ainda conforme o ministro, nunca houve uma orientação de Lula de cooptação de apoio parlamentar usando recursos ilícitos.

O ministro também afirmou que nunca presenciou algum fato que pudesse levar à conclusão de que Lula comandou a formação de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos destinado a comprar apoio parlamentar de agentes políticos.

A acusação

Nesta ação penal, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do petista, em São Bernardo do Campo.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, esses imóveis foram comprados pela Odebrecht em troca de contratos adquiridos pela empresa na Petrobras. Lula responde, nesse processo, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

G1

Comentários

As Mais Visitadas

Vereadora eleita de cidade do Maranhão faz sexo dentro de Cartório Eleitoral com amante

Fernanda Hortegal, a vereadora recentemente eleita de Dom Pedro/MA que ficou conhecida em todo o Brasil por trair o marido médico Sansão Hortegal, transando com o seu amante na portada da casa do casal e motéis. Realizou uma fantasia ousada: fazer sexo dentro do Cartório Eleitoral, onde trabalha o pé-de-pano (seu amante). O vídeo viralizou na cidade em Dom Pedro e Região do MA. Dos 20 vídeos que o marido encontrou no celular da vereadora, a transa no Cartório Eleitoral é o que mais chama a atenção, no dia de expediente. É mole isso? Fernando Cardoso / Bastidores de Notícias

‘Generalização é a salvação dos canalhas’, afirma jurista

Ex-ministro do STF, Célio Borja alerta para o fato de as delações da Odebrecht serem tomadas como ‘verdade absoluta’ O jurista Célio Borja, de 88 anos, ex-ministro da Justiça na gestão de Fernando Collor e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nomeado pelo então presidente José Sarney, alerta para o risco de as delações da Odebrecht serem tomadas como “verdade absoluta”, antes que as investigações prossigam. “A generalização é a salvação dos canalhas”, diz Borja, em entrevista ao Estadão . Para ele, esse clima de descrença em torno da política pode levar ao autoritarismo. “Essa confusão entre quem é sério e quem não é ajuda a inventar salvadores da pátria.” Leia à entrevista na íntegra: [ Aqui ]