Pular para o conteúdo principal

Pesquisa testa Moro, Hulk e Barbosa, mas encontra Lula como candidato ao Planalto com melhor aprovação

Por Luiz Carlos Azenha

A pesquisa Ipsos está em algumas manchetes. É o “Pulso Brasil, junho de 2017”.

O golpista Michel Temer é rejeitado por 93% dos entrevistados. 95% dos brasileiros acreditam que o país está no rumo errado.

Além dos números, importa também como a pesquisa é apresentada.

E a Ipsos não diz, de forma direta, que de todos os políticos testados o ex-presidente Lula tem a maior aprovação dentre os que concorrem ao Planalto em 2018, ainda que de apenas 28%.

João Doria tem 16%, Bolsonaro 15% e Ciro Gomes 12%. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem 3% de aprovação. Dilma tem 14%, Fernando Henrique Cardoso 12%.

Tiririca bate todos, com 33% — e talvez a inclusão do nome dele na pesquisa tenha relação com o desejo da própria Ipsos de desqualificar os demais por tabela.

Já o ranking da desaprovação dos políticos é o seguinte, sempre segundo a empresa:

Michel Temer 93%

Eduardo Cunha 92%

Aécio Neves 91%

Renan Calheiros 84%

Dilma 82%

Serra 79%

FHC 74%

Alckmin 71%

Lula 68%

Rodrigo Maia 64%

Marina Silva 62%

Doria 52%

Tasso Jereissati 48%

Luciana Genro 47%

Considerando os 32 nomes testados pelo Ipsos, — lista que inclui o que podemos imaginar são os candidatos em potencial da empresa — a maior aprovação é do juiz Sergio Moro (63%), seguido por Luciano Huck (44%)  e Joaquim Barbosa (42%). Em seguida aparecem Tiririca, Carmen Lúcia e Lula.

Curiosamente, os promotores da pesquisa não divulgaram a taxa de rejeição dos três. A rejeição potencial de Moro é de 37%, de Huck 56% e de Barbosa 58%.

Isso é importante: o procurador Deltan Dallagnol, do powerpoint, por exemplo, tem aprovação de 13% e rejeição de 42%, segundo os dados da pesquisa.

Gilmar Mendes tem rejeição de 58%, Henrique Meirelles 57%, Roberto Justus 51% e Rodrigo Janot 49%. A presidente do STF Carmen Lúcia tem rejeição de 39%, mas aprovação de apenas 29%.

Tiririca tem mais aprovação que ela: 33%.

A Ipsos diz que o cenário para as eleições de 2018 será parecido com o de 1989. Ou seja, cabe um Fernando Collor. Talvez seja um caso de wishful thinking, algo que a própria empresa está tratando de promover.

Pulso Brasil – Junho 2017: 95% dizem que país está no rumo errado.

Estudo ainda revela que o juiz Sérgio Moro, o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro Joaquim Barbosa são os nomes mais bem avaliados atualmente

Pesquisa Pulso Brasil de junho, realizada pela Ipsos, revela que a operação Lava Jato ganha cada vez mais a adesão dos brasileiros.

Para 96% dos entrevistados as investigações necessitam averiguar todos os partidos políticos e a mesma porcentagem acredita que a operação deve continuar até o fim, custe o que custar.

O estudo ainda assinala que 87% concordam que a operação vai fortalecer a democracia, enquanto 79% acreditam que a Lava Jato pode ajudar a transformar o Brasil num país mais sério.

Além disso, os brasileiros são a favor da operação mesmo que traga mais instabilidade política ou econômica para o país, com 95% e 94%, respectivamente.

O rumo do Brasil

O levantamento da Ipsos aponta que 95% dos entrevistados consideram que o Brasil está no rumo errado, mostrando um acréscimo de dois pontos percentuais em relação ao índice de maio (93%).

A avaliação do governo do presidente Michel Temer também teve uma piora de quatro pontos percentuais comparado ao mês anterior, pois 84% dos brasileiros classificam a gestão Temer como ruim e péssima.

Barômetro Político

A pesquisa analisou a atuação de 32 personalidades públicas e políticos. No ranking “Barômetro Político”, o presidente Michel Temer é o nome mais mal avaliado (93%), seguido por Eduardo Cunha (92%), Aécio Neves (91%) e Renan Calheiros (84%).

Se comparar os números da avaliação dos últimos três ex-presidentes do país, Dilma Rousseff totaliza 82% de rejeição versus 14% de aprovação. Fernando Henrique Cardoso soma 74% de desaprovação contra 12% de aprovação. Já, Luiz Inácio Lula da Silva possui 68% de reprovação e 28% de aprovação.

Considerando os políticos que já disputaram o segundo turno em um pleito presidencial, Aécio Neves é o tucano com maior taxa de rejeição com 91%, alta de 14 pontos percentuais sobre a edição anterior.  O político mineiro é seguido por José Serra, com 79% — aumento de nove pontos em relação a maio —  e por último, Geraldo Alckmin com 71%, o que representa sete pontos a mais comparado ao último mês.

Marina Silva, da REDE, que vinha numa constante queda do índice de rejeição, em junho, apresenta taxa de desaprovação de 62%. Por outro lado, o juiz Sérgio Moro, o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa são os nomes melhores avaliados com 63%, 44% e 42% de aceitação, respectivamente

Outras personalidades que foram avaliadas quanto ao índice de desaprovação e aprovação são: Rodrigo Maia (64% e 3%, respectivamente); Romero Jucá (64% e 1%, respectivamente); Romário (59% e 14%, respectivamente); Gilmar Mendes (58% e 4%, respectivamente); Henrique Meirelles (57% e 4%, respectivamente); Marcelo Crivella (56% e 9%, respectivamente); Ciro Gomes (55% e 12%, respectivamente); Jair Bolsonaro (54% e 15%, respectivamente); Paulo Skaf (52% e 5%, respectivamente); João Doria (52% e 16%, respectivamente); Roberto Justus (51% e 19%, respectivamente); Rodrigo Janot (49% e 22%, respectivamente); Tasso Jereissati (48% e 5%, respectivamente); Luciana Genro (47% e 3%, respectivamente); Nelson Jobin (46% e 3%, respectivamente); Ayres Brito (44% e 2%, respectivamente); Deltan Dallagnol (42% e 13%, respectivamente) e Cármen Lúcia (39% e 29% respectivamente).

Realizada entre os dias 1 e 13 de junho, a pesquisa Ipsos contou com 1200 entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros. A margem de erro é de 3%.

Comentários

As Mais Visitadas

Criança é baleada pela irmã em João Pessoa ao brincar com arma, diz PM

Na tarde desta segunda-feira (20), uma criança de dez anos foi atingida por um tiro de um revólver que a irmã dela manuseava em uma casa no bairro do Jardim Planalto, em João Pessoa, de acordo com a Polícia Militar. A bala atingiu o rosto da criança, ao lado do nariz, e saiu pela parte de trás da cabeça, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O menino foi encaminhado para o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena e, segundo o hospital, o quadro de saúde - até o fechamento desta matéria - é grave porém estável. As crianças, encontraram uma arma dentro de casa e começaram a manuseá-la, quando a irmã mais velha, de 14 anos, teria disparado um tiro que atingiu o rosto do irmão mais novo. Segundo o Samu, ao chegar no local a equipe encontrou a criança desacordada ao chão. De acordo com a Polícia Militar, a arma pertencia ao cunhado dos irm...

Jovem é executada dentro de casa em cidade da PB

Uma jovem de 22 anos foi assassinada a tiros dentro de sua residência, na zona rural de Bananeiras-PB, no final da tarde desta quarta-feira (04). Segundo informações, dois homens em uma moto chegaram invadindo a casa de Maria de Fátima Silva dos Santos, no sítio Cabloco, onde a executaram com três tiros no rosto. De acordo com o Tenente Andrey, a polícia já tem informações preliminares dos dois suspeitos. A princípio, a polícia trabalha na hipótese de que o crime teria sido motivado por causa da jovem ter denunciado o acusado. Da Redação Via: Bananeiras Oline

Até ele: Japonês da Federal é preso em Curitiba

O agente federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido em fotos de prisões da Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7) em Curitiba. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Até 9h57 a Polícia Federal não havia informado o motivo da prisão. Nome citado na Lava Jato O nome de Newton Ishii foi citado na gravação que levou à prisão o senador Delcídio Amaral, em Brasília. No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da PF em Curitiba. O agente é citado durante a conversa quando o grupo d...