Pular para o conteúdo principal

Presidente chato e sem carisma dá esperanças de recuperação ao Brasil

“Uma charada envolta em um mistério dentro de um enigma”. A sobejamente conhecida avaliação de Winston Churchill sobre a Rússia em 1939 se aplica muito bem ao atual cenário político brasileiro. Como é quase sempre o caso de citações famosas, pouquíssima gente conhece ou se lembra do que vem antes ou depois. A continuação do trecho do discurso de Churchill oferece uma solução para o problema: “Mas talvez haja uma chave. Essa chave é o interesse nacional da Rússia”.

Será que essa parte também, a do “interesse nacional”,  casa-se bem com a situação presente do Brasil ?

A meu ver, a resposta é sim.

A implicações disso são perturbadoras.

O governo de Michel Temer tem um dos mais baixos índices de aprovação popular desde que as pesquisas de opinião começaram a ser feitas no Brasil.  O atual  governo é ruim ou péssimo na avaliação de 70% dos brasileiros. É o que diz a mais recente pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta 5ª feira, dia 27. Quando se mede a popularidade pessoal do presidente os números pioram ainda mais. Temer amealha a admiração de apenas 7% dos entrevistados pelos pesquisadores.

A charada, o mistério e o enigma propostos pelos números amargos da pesquisa desta semana estão no fato de que o governo Temer usa a reserva de energia que lhe resta para aprovar reformas vitais para sua própria sobrevivência, mas também para a salvação econômica do país —ou seja, em benefício do interesse nacional brasileiro.

As implicações dessa situação não podem ser facilmente compreendidas. Elas são da mesma natureza —mas, claro, sem a mesma sacralidade— das indagações metafísicas de por que coisas ruins acontecem com pessoas boas.

No campo da política, as indagações poderiam ser, sem ofensas, por favor: “será que gente ruim pode fazer coisa boa?  Gente chata, sem carisma, pode estar certa, enquanto campeões de popularidade, magnetos de simpatia coletiva, fenômenos eleitorais estão errados?”

A resposta é sim.

Que as pessoas prefiram que pensem por elas é um dado da natureza humana. Não é gratuita a fama de Sir Joshua Reynolds de ser o sujeito mais chato dos reinos britânicos dos reis George I e II. Reynolds foi um bom pintor realista e membro do Parlamento no século 18,  mas ficou famoso mesmo pela observação de que “não existe nenhum expediente ao qual as pessoas não recorram para escapar ao tormento de pensar por conta própria”.

Não importa o tormento que isso acarrete, prefiro o risco de pensar do que o conforto seguro de seguir a manada.

Estive pensando nas conquistas do mais impopular e ameaçado governo da história recente da democracia, o de Michel Temer.

Coisa interessante.

Sob Temer, “o temerário”, Temer, ‘o breve’, Temer “o tolo”, engabelado por Rodrigo Janot, procurador-geral da República e Joesley Batista, corruptor-geral da República, o emprego formal acrescentou 67.000 vagas no primeiro semestre de 2017, o melhor resultado desde 2014. A balança comercial superavitou 39 bilhões neste ano. Os investimentos externos diretos na economia vão chegar a US$ 70 bilhões até dezembro.

A Petrobras, transformada por Lula e o PT em um Detran com óleo, superou a desgraça petista e, agora, sua meta de produção para o primeiro semestre, enquanto os juros ao final do ano devem estar em 8% e a inflação em torno de 4% ou ainda mais baixa. O presidente com apenas 7% de aprovação popular, menos do que a gripo ou a ressaca de conhaque de alcatrão, aprovou no Congresso a reforma trabalhista e colocou na alça de mira a da Previdência.

“Ah, mas o Temer é corrupto”.

“Ah, mas o partido dele, o PMDB, é um encosto na política, sempre a minar nossas mais puras aspirações republicanas”.

Tá bom.

Mas foram Temer, seu partido e os demais que o apoiam que, com a reforma trabalhista e a perspectiva de aprovarem a da Previdência, estão dando ao Brasil –mesmo com aumento dos impostos–  uma nesga de oportunidade de escapar à maldição da inviabilidade aritmética das contas públicas.

São esses seres tão caricaturáveis —e caricaturados—  que, colocados contra a parede pela crise, estão tentando sair pela porta da viabilização econômica do Brasil, fazendo a coisa certa mesmo que pelo motivo errado.

Por seu turno, o PT e seus assemelhados, sempre que apertados por crises políticas, escolhem invariavelmente a saída errada, redobrando suas apostas no desastre econômico e no aprofundamento da insatisfação social, sua única aposta eleitoral real.

É difícil pensar. Sir Joshua Reynolds, o chato, tem razão. O gostoso é pegar carona na cauda de um cometa e fingir ignorar que a destruição da Venezuela e o quase esfacelamento da Argentina ocorreram sob aplausos das esquerdas do Brasil.

Não tem explicação o silêncio da esquerda brasileira sobre destino dos mártires da luta democrática na Venezuela –os garotos e garotas que são fuzilados todos os dias pela ditadura bolivariana e cujo sangue corre na tentativa de salvar seu país da miséria moral e material do bolivarianismo.

A esquerda em geral e a latino-americana, em particular, por exigir de seus seguidores a incapacidade de pensar, “se acuesta con la muerte en el lecho del mar”. Ergue entre ela e o futuro um muro mais alto e mais profundo que o aquele que Trump propôs erguer na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Será que vamos ser salvos por chatos sem carisma? Pode ser. Está claro que nos faltam corajosos sem medo de dizer aos menos informados que o “mercado” , que eles tanto vilanizam, não é formado apenas por usurários “dickensianos”  –mas também por funcionários, acionistas, fornecedores e administradores– ou que os templos do mercado não são apenas as torres corporativas de vidro negro espelhado das grandes cidades –mas  as creches para os filhos dos funcionários, os restaurantes com comida subsidiada e os ônibus da casa para o trabalho e do trabalho para casa, o salário em dia no fim de cada mês e a possibilidade de ter e crescer na profissão.

É uma tragédia para a esquerda brasileira que não seja ela a campeã do progresso social e econômico, mas, sim, os condenáveis peemedebistas cupinchas de Michel Temer, criaturas que parecem tão abomináveis na escala zoológica da aprovação popular. (Via Poder 360)

As Mais Visitadas

Vergonha do que fizeram com Fábio Assunção

(Ou, sobre empatia, compaixão, solidariedade). (Fabrício Carpinejar)Fiquei chocado com os vídeos do ator Fábio Assunção estirado no chão e preso em viatura em Arcoverde (PE). Pasmo não por aquilo que ele fez, fora de si, mas pelo deboche de todos à volta, sóbrio e serenos, com consciência para ajudar e que não demonstraram nenhum interesse para socorrer e amparar alguém claramente necessitado e com dificuldades de se manter em pé e articular um raciocínio lógico. Em vez de ajudar, ridicularizavam o profissional em uma fase difícil da vida e apenas aumentavam a sua agressividade. Quem aqui já não bebeu além da conta e falou bobagem? Atiçar um bêbado é armar um circo de horrores, é se divertir com o sofrimento alheio, é renunciar à educação pelo bullying anônimo e selvagem de massa. Onde está a compaixão do país? O que identifico é que torcemos pela queda de nossos heróis, pelo fim de exemplos. Odiamos silenciosamente aquele que alcança o sucesso. E permanecemos à espreita, como urubus …

Ex-atriz da globo deixa vergonha de lado e fica completamente nua ao trocar biquíni em praia

Segundo fotógrafo que fez os cliques, Clariane Caxito estava posando para um catálogo de moda praia, por isso a desinibida troca de roupaClariane Caxito, atriz que participou do "Zorra Total" antes do programa ser reformulado, foi flagrada em poses bem indiscretas neste domingo, 22. Ela foi vista na praia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, enquanto trocava de biquíni.Isso mesmo que você leu. Sem a menor cerimônia, a morena ficou com os seios à mostra no momento de mudar o sutiã e depois também trocou a calcinha, deixando absolutamente tudo de fora!Segundo o fotógrafo que fez os cliques, Clariane estava acompanhada por uma equipe de profissionais, enquanto posava para um catálogo de moda praia, por isso a troca de biquíni. Nas imagens, no entanto, nenhum sinal de outra pessoa, a não ser a "peladona da praia".Após a troca de biquíni, a morena foi se refrescar no mar e, antes de entrar na água, deu uma empinada estratégica no bumbum. EGO

O saudoso Confiança E C de Sapé/PB

História Confiança Esporte Clube, agremiação esportiva de Sapé, no estado da Paraíba, fundada a 22 de abril de 1953. Resultado da divisão do Atlético, uma equipe amadora de Sapé. O nome do clube foi uma homenagem ao Moinho Confiança se propriedade de Genival Torres, que doou todo material esportivo, sendo inclusive um dos fundadores. Década de 90 A década de 90, foi o auge do clube. O clube se profissionalizou em 1996. Em seu primeiro ano de competição, no campeonato Paraibano, terminou em terceiro lugar. A forte equipe contava com grandes jogadores; Lúcio, Warlei, Washington Lobo, Ramiro, Betinho, Willian, Eduardo Luiz, Cícero, Reinaldo e Forly.
Em 1997, o Confiança consagrou-se campeão paraibano de futebol, sendo o primeiro - e até hoje, único - time do Brejo a conseguir a honraria. Declínio Após o título de 1997, o Confiança seria o representante paraibano na Copa do Brasil de 1998, mas abdicou da vaga, reapassando-a ao Botafogo/PB.
Com uma campanha fraca no campeonato Paraibano …