Pular para o conteúdo principal

Coerente: prestes a se filiar a “partido ecológico”, Bolsonaro tentou salvo conduto após crime ambiental


Na sua explicação sobre o caso, Bolsonaro alegou para repórteres que o procuraram à época que foi humilhado pela fiscalização. Disse também que não há placas que avisam sobre a proibição na Ilha de Samambaia.

“Esse pessoal do Ibama é arbitrário. Eu estava só com uma varinha de pescar, não usava arrastão, nem arpão. Isso que eles fazem é um absurdo. Na região há cerca de 15 mil pescadores humildes sendo impedidos de trabalhar. Eu mesmo só estava pegando umas cocorocas. Podia comprar um pescado na peixaria, mas queria aproveitar meu lazer. Tenho casa lá. Simples, não é como a de outros colegas. Além disso, não havia placas no local. Apesar de eu saber que lá não era permitido pescar, pois fiz um requerimento de informações ao Ministério da Pesca, achei um absurdo a proibição”.

Por ter foro privilegiado, a ação de crime ambiental contra Bolsonaro foi parar no Supremo Tribuno Federal (STF). No ano passado, depois de três anos em tramitação, a denúncia de crime ambiental acabou rejeitada pela Segunda Turma do Supremo.

O STF havia julgado o caso pela primeira vez em junho de 2015. A ministra relatora do processo, Carmen Lúcia, havia votado pela rejeição da denúncia com base no princípio da insignificância, onde a lesão provocada pela conduta do acusado é considerada insignificante.

Os ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki seguiram o voto da relatora. Outro integrante da Segunda Turma, Dias Toffoli, também rejeitou a denúncia. Mas ele entendeu que não se podia aplicar o princípio da insignificância em matérias de crimes ambientais.

Tofolli argumentou que a conduta do deputado nesse episódio da pesca em área ambiental não constituiu um crime, considerando-se os fatos apresentados pela PGR.

Bolsonaro também não obteve o salvo conduto para pescar dentro de uma área de proteção ambiental. Mas se safou de um processo no STF por crime ambiental.

Agora, em 2017, prepara sua filiação no Partido Ecológico Nacional (PEN), uma agremiação nanica, que obteve registro definitivo como partido político em junho de 2012. O partido apresenta 10 mandamentos em seu site, para um crescimento sustentável. Crescimento do País, não do partido.

O primeiro mandamento é ser amigo da natureza. No oitavo item, o PEN prega: “Todo ser humano deve respeitar o seu ambiente”.

Talvez seja por isso e pela filiação de Bolsonaro estar bem próxima que o PEN articula mudança de nome. Deverá se chamar “Patriotas”. O meio ambiente ficou de lado, mais uma vez. (Eduardo Reina)

Comentários

As Mais Visitadas

Criança é baleada pela irmã em João Pessoa ao brincar com arma, diz PM

Na tarde desta segunda-feira (20), uma criança de dez anos foi atingida por um tiro de um revólver que a irmã dela manuseava em uma casa no bairro do Jardim Planalto, em João Pessoa, de acordo com a Polícia Militar. A bala atingiu o rosto da criança, ao lado do nariz, e saiu pela parte de trás da cabeça, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O menino foi encaminhado para o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena e, segundo o hospital, o quadro de saúde - até o fechamento desta matéria - é grave porém estável. As crianças, encontraram uma arma dentro de casa e começaram a manuseá-la, quando a irmã mais velha, de 14 anos, teria disparado um tiro que atingiu o rosto do irmão mais novo. Segundo o Samu, ao chegar no local a equipe encontrou a criança desacordada ao chão. De acordo com a Polícia Militar, a arma pertencia ao cunhado dos irm...

Jovem é executada dentro de casa em cidade da PB

Uma jovem de 22 anos foi assassinada a tiros dentro de sua residência, na zona rural de Bananeiras-PB, no final da tarde desta quarta-feira (04). Segundo informações, dois homens em uma moto chegaram invadindo a casa de Maria de Fátima Silva dos Santos, no sítio Cabloco, onde a executaram com três tiros no rosto. De acordo com o Tenente Andrey, a polícia já tem informações preliminares dos dois suspeitos. A princípio, a polícia trabalha na hipótese de que o crime teria sido motivado por causa da jovem ter denunciado o acusado. Da Redação Via: Bananeiras Oline

Até ele: Japonês da Federal é preso em Curitiba

O agente federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido em fotos de prisões da Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7) em Curitiba. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Até 9h57 a Polícia Federal não havia informado o motivo da prisão. Nome citado na Lava Jato O nome de Newton Ishii foi citado na gravação que levou à prisão o senador Delcídio Amaral, em Brasília. No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da PF em Curitiba. O agente é citado durante a conversa quando o grupo d...