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“Grito” de padre paraibano ecoa em Brasília

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), Luiz Couto (PT-PB) elogiou a atitude do Padre Adauto, da Paróquia de Pirpirituba. Na semana passada, o religioso falou sobre a crise política brasileira e chegou a citar nominalmente os deputados nos quais os católicos não devem votar.

“O Padre Adauto é um homem que tem uma sensibilidade muito grande com aquilo que acontece no meio do povo. Indignado com a situação daqueles que votaram pela não investigação do Presidente da República Michel Temer, ele se manifestou em uma celebração, revelando o nome dos paraibanos que foram infiéis à vontade do povo, que queria o afastamento do Presidente Michel Temer”, disse Couto.

O parlamentar petista parabenizou o colega de batina e ressaltou que ele exerceu um papel importante. “A população o aplaudiu naquele momento porque não aceita que haja dois pesos e duas medidas porque muitos parlamentares disseram: sou contra a corrupção, mas o Presidente vai ser julgado depois, quando ele sair.

Ora, esse é o reconhecimento de que, de fato, as denúncias são robustas, são gravíssimas. Não há como não votarmos quando chegar a nova denúncia para o afastamento do Presidente Michel Temer, para que, de fato, o povo brasileiro possa saber que, no Brasil, quem comete crime tem que ser punido, tem que ser julgado, tem que ser condenado, tem que pagar a pena. E, na justiça, vai ter o direito ao contraditório, vai ter o direito à defesa”, declarou Luiz Couto.

Para o deputado petista, é um motivo de honra o discurso do Padre Adauto: “Ele é um homem de muita fé e está antenado com as questões do nosso País e o Brasil precisa ter cada vez mais pessoas como ele, que trabalham na perspectiva de fazer com que o país possa ter um quadro diferente, condenando aqueles que cometem crimes”.

A recomendação do Padre Adauto, de Pirpirituba, foi para que os eleitores não mais votem em Aguinaldo Ribeiro, André Amaral, Benjamin Maranhão, Efraim Filho, Hugo Motta, Rômulo Gouveia e Wilson Filho. A referência foi ao fato dos seis primeiros terem votado contra a investigação a Michel Temer, enquanto o último não compareceu à sessão e alegou ter perdido o voo para a capital federal. (Rafael San)

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