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PEN prepara festa, mas Bolsonaro não se filia e causa saia justa

Estava tudo certo: o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) iria oficializar sua filiação ao PEN (Partido Ecológico Nacional) nesta 5ª feira (10.ago). No entanto, ao abrir o discurso ele provocou uma saia justa ao afirmar que só ingressa no partido caso a legenda recue de uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que classifica como “anti-Lava Jato”.

O PEN entrou com uma ação no tribunal tentando reverter o cumprimento de ordem de prisões após julgamentos pela 2ª instância. O advogado que representa o partido na ação é Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Bolsonaro questionou a atuação do profissional, que atua em casos de políticos como os senadores Romero Jucá (PMDB-MG) e Edison Lobão (PMDB-MA).

“[Kakay] Procurou o partido para entrar com uma Ação Declaratória de Constitucionalidade. As informações que nós temos é que essa ação, no momento oportuno, será julgada. E o sentimento, que será julgado favorável. Ou seja, uma nova interpretação que seja de réus teremos pela frente, passaria para 3ª instância”, declarou, completando:

“Tenho certeza que foi de boa-fé, mas foi o PEN quem patrocinou esse recurso. Com o fim da Lava Jato, essa maldade terá um pai, e chama-se: PEN. Ninguém vai fugir dessa verdade”, finalizou.

Constrangido, o presidente do PEN, Adilson Barroso, tentou amenizar a situação.

“Os representantes do PEN não vieram do Brasil todo para escutar um ‘não vem para o partido por conta disso ou daquilo’, mas sim para se receber o presidente com a honestidade que ele tem”, disse Barroso.

“O namoro continua”, disse Bolsonaro, em resposta.

Essa é a 2ª imposição de Jair Bolsonaro ao PEN. Para a concretização do namoro, ele pediu que o partido trocasse de nome. O PEN promoveu uma enquete online com 5 opções: Patriota, PAB, Republicanos, Prona e simplesmente manter o PEN. Venceu a 1ª opção.

O PEN entrará com 1 pedido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para oficializar a mudança para Patriota. Atualmente, a sigla tem 3 deputados na Câmara: Erivelton Santana (BA), Junior Marreca (MA) e Walney Rocha (RJ). Todos votaram pela suspensão da denúncia contra o presidente Michel Temer. (Poder 360)

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