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Novembro Azul: Conheça mitos e verdades sobre o Câncer de Próstata

O medo de fazer o exame retal ou de ficar impotente ainda afasta muitos homens do consultório dos urologistas. Confira mitos e verdades:

Sou jovem, não tenho chances de desenvolver câncer de próstata. Não tenho casos na família, não corro risco. O exame do toque retal dói muito. Quem tem câncer de próstata fica com impotência sexual. Esses são alguns mitos que ainda estão no imaginário masculino quando o assunto é câncer de próstata. Mitos que se transformam em medo. Medo de fazer os exames capazes de dar um diagnóstico precoce da doença e, até mesmo, receio de ter a masculinidade atingida. O alerta, feito pelos médicos, é de que não se pode dar lugar à insegurança. Quanto mais cedo o tumor for descoberto, maiores serão as chances de controle da doença e até de cura. 

Os principais receios dos pacientes estão relacionados ao exame do toque e à impotência sexual. Essa é a opinião do chefe de Urologia do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fabio Villar. “Esses mitos são frutos de razões culturais. Primeiramente, o toque é indolor. Em segundo lugar, não é certeza que quem tem a doença vai ficar impotente. Há várias formas de tratamento, como medicação e radioterapia. Todas oferecem risco de causar disfunção erétil”, diz o médico. Ele reforça que as chances de perder a ereção são maiores na cirurgia de remoção completa da próstata, chamada de prostatectomia radical. “Há 50% de risco. Existem formas de reverter as sequelas, e a vida sexual do paciente não acaba.”

O produtor de vídeos Luiz Henrique dos Santos, 54 anos, concorda que a maioria dos homens tem medo. “A maior parte dos homens adia por causa desse estigma de ficar impotente ou por preconceito. Eu faço os exames há cinco anos, mas nunca fiz o toque. Se fosse preciso, faria. Corro e me alimento bem para manter o corpo saudável”, relata. O aposentado José Luiz Costa, 73, garante não ter nenhum tipo de dúvida quando o assunto é câncer de próstata porque vai ao urologista todos os anos. Ele dá o recado: “Sempre vou ao médico. Cuidar da saúde é importante. Não pode ter medo”.

Entre os mais jovens, a falta de informação gera o preconceito. “Acredito que o toque deve ser muito doloroso. Eu sei que tenho poucas chances de desenvolver o câncer porque sou jovem. Quem não tem histórico da doença na família tem menos risco”, relata o estudante Gleydson Silva, 17. Ele ainda acrescenta: “Também sei que a medicina atualmente está avançando muito e hoje já existe o exame de sangue que ajuda a detectar. Espero que, no futuro, o toque possa ser substituído”.

De acordo com Fabio Villar, existe o exame de sangue que verifica o nível do PSA (sigla para antígeno prostático específico, substância produzida pela próstata). Ajuda no diagnóstico da doença, mas não substitui o toque retal, responsável por detectar nódulos. “Em hipótese alguma, dosar o PSA substitui o toque. Todo homem deve fazer exames da próstata. Se apresenta casos na família, começa a fazer aos 45. Se não, aos 50. O melhor caminho é o diagnóstico precoce, que pode proporcionar um índice de cura de 90%”, esclarece o médico.

Da Redação
Via: (JC Online)

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