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Fiscalização encontra baratas no Trauminha em João Pessoa

Em coletiva de imprensa concedida na manhã desta terça-feira (05), o diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, João Alberto, voltou a defender seu posicionamento de que o funcionamento do Ortotrauma de João Pessoa segue sendo um risco para o exercício da medicina.

Segundo ele, a situação da unidade de saúde, gerida pela prefeitura municipal de João Pessoa, é preocupante, e se houvesse uma segunda opção na Capital, para atender a população, o Trauminha deveria ser fechado imediatamente.
“Se houvesse outro hospital que pudesse dar suporte aos pacientes, eu não tenho a menor dúvida de que o Trauminha seria fechado, porque ele não tem condições de operar minimamente como hospital”, disse.

A coletiva reuniu vários integrantes do CRM, entre eles o presidente, João Medeiros e ainda o presidente do Sindicato dos Médicos, Tarcísio Campos.
Campos explicou que não houve agressão física sofrida por nenhum médico da unidade, e o que houve foi apenas um mal entendido.

Já no que diz respeito a responsabilização da greve dos médicos como causa para a demora no atendimento na unidade, ele rebateu e explicou que problemas do hospital são técnicos, com equipamentos quebrados há mais de dois anos, a exemplo do de tomografia e o de colonoscopia.
Ele classificou a situação no Trauminha como de guerra.

Ainda ontem durante fiscalização, o diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, João Alberto, disse que encontrou baratas na enfermaria, roupas insuficientes para que os profissionais entrassem no centro cirúrgico, falta de medicamento, doentes que estão há muito tempo internados e que podem ficar com sequelas e até mesmo inválidos, a lavandeira fechada, entre outros problemas graves, que colocam em risco a vida de pacientes.
Ele disse que falta até lençol de cama e por isso muitos pacientes ficam sem tomar banho.

Ainda segundo o João Alberto, um relatório será entregue ao Ministério Público, na tarde de hoje, para que seja tomada uma decisão enérgica, até mesmo, se preciso, sequestrar bens da prefeitura de João Pessoa, a fim de fazer com que a unidade de saúde funcione com o mínimo necessário.

O pronunciamento do CRM-PB acontece após pacientes terem se revoltado com a demora no atendimento na unidade. O vídeo foi parar nas redes sociais. De acordo com a diretoria do Conselho, o objetivo da coletiva foi ” informar e alertar a população” sobre possíveis casos de irregularidades encontradas durante fiscalizações realizadas na unidade hospitalar. O CRM-PB tem demonstrado preocupação com o exercício da medicina no Trauminha, principalmente pela ausência de condições técnicas para a realização de procedimentos.

Da Redação
Via: PB Agora

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