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IBGE revisa crescimento do PIB em 2014 de 0,1% para 0,5%

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014, que passou de crescimento de 0,1% para avanço de 0,5% e chegou a R$ 5,779 trilhões.

O resultado integra o Sistema de Contas Nacionais 2010-2014, que incorpora novos dados, mais amplos e detalhados, do próprio IBGE e fontes externas, além de atualizações metodológicas, revisando os resultados já divulgados pelas Contas Nacionais Trimestrais.

Em 2010, o PIB cresceu 7,5%. Em 2011, houve uma ligeira revisão positiva para o desempenho da economia, de 3,9% para 4%. Para os anos de 2012 e 2013, o IBGE não alterou as taxas de crescimento registradas, de 1,9% e de 3%, respectivamente.

Pela ótica da produção, que mostra as contribuições para o PIB do valor gerado pelas atividades econômicas, a agropecuária e os serviços foram responsáveis, respectivamente, por 0,1 e 0,7 ponto percentual do crescimento do valor adicionado, enquanto a indústria teve contribuição negativa de 0,4 ponto percentual.

Em 2014, cresceram a agropecuária (2,8%) e os serviços (1%), enquanto a indústria caiu (-1,5%). Essa queda abrangeu quase todos os ramos da indústria, menos extração de petróleo (10,9%), a extração de minério de ferro (6,8%), a indústria farmoquímica (7,4%) e as indústrias de açúcar (3,5%) e álcool (5,2%). Já as principais contribuições negativas vieram da indústria automobilística (-19,6%) e de autopeças (-16,1%), além da construção (-2,1%), que mostrou variação menos intensa.

Antes da revisão, a indústria caiu 0,9%, o PIB dos serviços aumentou 0,4% e o da agropecuária avançou 2,1%.

Entre as atividades dos serviços, houve estabilidade ou pequeno crescimento do valor adicionado. Os destaques negativos foram comércio de veículos (-6,2%), aluguéis não imobiliários (-4,5%) e alojamento (-2,8%). As contribuições positivas vieram das atividades de desenvolvimento de software (9,4%) e de rádio e TV (5,8%), além da educação privada (6,2%), que teve desempenho inverso ao da educação pública (-1,0%).

Sob a ótica da demanda agregada, que analisa o destino dos bens e serviços produzidos, o consumo das famílias aumentou 2,3% em relação a 2013 e foi o principal responsável pelo crescimento do PIB em 2014. O saldo externo (diferença de saldo entre importações e exportações) também contribuiu positivamente, pois a queda das importações (-1,9%) superou a das exportações (-1,1%).

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida de investimentos) caiu 4,2% no ano e a taxa de investimento recuou de 20,9%, em 2013, para 19,9% do PIB, em 2014.

De acordo com o IBGE, o PIB per capita caiu 0,4% em 2014, chegando ao terceiro recuo desde 2000. Em 2014, o PIB per capita foi de R$ 28.498. As outras quedas ocorreram em 2003 (-0,2%) e 2009 (-1,2%).

A queda do PIB per capita ocorreu porque a economia brasileira cresceu menos do que a população. O PIB em 2014 avançou 0,5%, dado revisado de 0,1%, e o número de habitantes teve alta de, aproximadamente, 0,9%, destacou Cristiano Martins, da coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

Em 2010, o PIB per capita foi de R$ 19.878. No ano seguinte, em 2011, subiu para R$ 22.171 e em 2012, foi para R$ R$ 24.165. Já no ano de 2013 chega a R$ 26.520.

Os dados da revisão do PIB divulgados hoje pelo IBGE mostram ainda que o PIB entre 2012 e 2014 cresceu abaixo da média de 3,3% desde 2001. Em 2012, o PIB cresceu 1,9% e, em 2013, avançou 3%.

Folha de S.Paulo

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