Pular para o conteúdo principal

Carne bovina dos EUA está chegando ao Brasil. Coincidência?

Em meio aos efeitos da Operação Carne Fraca, pela qual a Polícia Federal acusou cerca de 30 empresas de pagarem fiscais do Ministério da Agricultura para liberar produtos e manutenção de unidades fora das conformidades, circula nas redes sociais a notícia de um acordo que prevê a chegada de carne dos Estados Unidos ao Brasil nos próximos meses.

O Brasil é o segundo maior exportador de carnes do mundo, perdendo apenas para o mercado norte-americano. A investigação da PF foi anunciada com estardalhaço na última sexta-feira 17 e, mesmo tendo apontado casos pontuais, exceção no rigoroso mercado de carnes do País, já causou um grande estrago nas exportações.

Nesta segunda, Coreia do Sul, União Europeia, China e Chile já anunciaram suspensão de vendas de carne brasileira. Leia abaixo a notícia publicada pelo site Beef World sobre o acordo:

A carne bovina dos Estados Unidos está chegando ao Brasil

Em 2016, foi anunciada a abertura de mercado da carne bovina para países como Estados Unidos, Malásia e e Vietnã. Além de exportarmos carne brasileira, no caso americano, o acordo possibilitou também a importação. Entre março e abril, chegarão os primeiros containers. As empresas brasileiras buscam importar cortes especiais para atender o varejo "premium", ou seja, as lojas e boutiques de carnes gourmet.

O que isso significa? Por um lado, que os consumidores estão cada vez mais exigentes em relação à qualidade, fazendo com que as empresas aumentem a oferta; Possibilita uma maior variedade de opções no momento da escolha, que já inclui carnes importadas da Argentina e do Uruguai.

Mas, a carne americana é melhor do que a nossa? Primeiro, não podemos generalizar. Há bois de primeira e de segunda tanto nos Estados Unidos, como no Brasil. Também ainda não temos a informação exata das características das carnes que serão importadas.

Mas é fato que o Brasil possui carnes superiores a dos Estados Unidos, principalmente sob a ótica das carnes gourmet (aquelas vendidas em açougues/boutiques).

Por que? A maior parte da produção americana é realizada em confinamento, do nascimento ao abate. No Brasil prevalece o pasto e uma pequena parte é terminada em confinamento. Além dos aspectos nutricionais, a carne a pasto inclui um maior bem-estar animal, visto que o animal cresce livre no campo. Além do mais, enquanto aqui os hormônios são proibidos, lá é permitido.

Então, eu não devo comer carne importada dos Estados Unidos? A escolha cabe a nós. É importante experimentar e conhecer. Mas, também é crucial considerarmos o trabalho dos pesquisadores, zootecnistas, veterinários, pecuaristas brasileiros e todos os outros agentes, que diariamente investem em uma produção mais sustentável nas fazendas para que chegue uma carne cada vez melhor as nossas mesas. Apresentamos cada vez mais iniciativas de destaque como a Carne Carbono Neutro, a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta e até carne com o certificado Rainforest Alliance. Além disso, é crescente o número de marcas e de Associações de raças, como a Angus, Nelore, Senepol, que não só demandam uma carne de maior qualidade, como investem para que a produção seja a cada dia melhor.

Não estou dizendo para não comer a carne americana, nem para revidarmos protecionismo. Novamente, ressalto que é importante experimentar e ter opções de escolha para variar os pratos. Mas, em minha monografia, quando estudei a percepção dos consumidores em Ohio, uma das imagens da carne bovina foi formada por "American", mostrando como é forte a identidade que eles possuem em relação à carne. E quando perguntados sobre a produção, a imagem foi formada por atributos como "economia do país", "geração de empregos". Então, assim como eles possuem os selos "Local Food", "Buy/Eat Local" para incentivar o consumo do "American made", por que não valorizamos também o que é nosso?

Fonte: Juh Chini

Comentários

As Mais Visitadas

CBF vai transmitir jogos da seleção sem a Globo

Um ousado projeto bancado pela CBF de produzir e transmitir as partidas de sua seleção a partir de agora vai ser testado no mês que vem. O clássico contra a Argentina, no dia 9, será o primeiro. Quatro dias depois, a confederação fará o mesmo no amistoso contra a Austrália. Os dois jogos serão realizados em Melbourne. No novo acordo, a TV Brasil vai exibir os amistosos. A CBF comprou o horário na emissora estatal para transmitir as partidas. Os valores não foram divulgados pelas partes. Os dois jogos vão começar às 7h (de Brasília). A Bandeirantes deve ser anunciada como parceira nesta semana. A confederação exibirá também o seu conteúdo na emissora sediada em São Paulo. A iniciativa da CBF segue uma tendência mundial no esporte. Atualmente, clubes e ligas já começam a produzir seus próprios eventos. Eles acreditam que vão arrecadar mais ao vender o...

Cruzeiro E C de Mari-PB, o mais querido do brejo.

O saudoso Cruzeiro Esporte Clube de Mari-PB, uma equipe de futebol amadora, que figurou no cenário do esporte paraibano nas décadas de 70, 80 e começo de 90. Mesmo não fazendo atuações no campeonato da elite do estado, a simpatica equipe de Mari sempre orgulhou os filhos da terra, sagrando-se campeão da Copa Matutão , em 1980 - (espécie de segunda divisão do paraibano de hoje). Devido a essa alegria, a forte equipe ganhou o apelido de " O mais querido do brejo" . O Cruzeiro de Mari, foi um adversário á altura para as principais equipes do futebol paraibano, enfrentando; Treze, Campinense, Botafogo, Guarabira e o também extinto Confiança de Sapé. Possível escalacão de uma das fotos, em pé: Guri, Adroaldo, Nozinho, Lula, Mison, Alcídes, agachados: Bibiu, Ribeiro, Nêgo, Romeu e Gordo. FONTES: Federação Paraibana de Futebol CRÉDITO: Aldoberg Ivanildo da Silva

Secretário de Esportes é morto a tiros em estádio, na Paraíba

Ele foi morto com três disparos de arma de fogo O secretário de Esporte do município de Mato Grosso, região de Catolé do Rocha na PB, Manoel Ozias de Oliveira, foi morto a tiros no final da tarde deste sábado (8). Ele foi morto com três disparos quando estava no Estádio Oliveirão, na própria cidade. Manoel Ozias era suplente de vereador e ocupava o cargo na gestão do prefeito Doca (PMDB). As informações são do Wscom .