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Ex-ministra alemã vai denunciar, na Europa, o golpe e a perseguição a Lula

Em viagem ao Brasil para participar de uma série de eventos, a jurista, ex-deputada e ex-ministra da Justiça da Alemanha Herta Däubler-Gmelin anunciou nesta segunda-feira 14, durante encontro com a presidente eleita Dilma Rousseff, que pretende denunciar na Europa o golpe parlamentar contra ela e a perseguição judiciária contra o ex-presidente Lula.

"Estou chocada como esses fatos não chegaram na Alemanha e na Europa geral. Vou procurar os partidos, vou relatar estes fatos, buscar os jovens, pedir ajuda às redes sociais, para que possamos refletir sobre o caráter de tudo que está acontecendo aqui" disse, segundo post sobre o encontro feito na página de Dilma no Facebook.

Ela já havia dito à imprensa alemã que o "Brasil é outro mundo". Na semana passada, ela declarou que "há dúvidas sobre a isenção da Justiça no Brasil".

A Dilma, a ex-ministra alemã afirmou ainda que a comunidade política de seu país não conhece a verdade sobre o impeachment no Brasil. Nem sobre o caráter do golpe parlamentar ocorrido em 2016, nem sobre a situação atual do país e a crise política, econômica e institucional, ou mesmo as estratégias persecutórias para impedir Lula de ser candidato em 2018.

Ela incentivou a presidente deposta: a senhora tem que ir imediatamente à Alemanha, conversar com seus líderes, é muito grave o que está ocorrendo no Brasil.

As duas líderes políticas conversaram durante mais de uma hora na sede da Fundação Perseu Abramo, ao lado da representação brasileira da Fundação Frederich Ebert Stiftung.

A ex-ministra quis ouvir de Dilma os detalhes políticos do impeachment, após ter recebido do ex-ministro da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardozo, os aspectos jurídicos que particularmente lhe interessam. Herta Däubler-Gmelin é professora de Ciência Política da Universidade Livre de Berlin, presidindo o Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos do Partido Social democrata da Alemanha. (Jornalista Dercio Alcântara) 

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